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Pare de pensar e agir localmente: pequenas empresas que querem crescer devem se ver como empreendimentos globais.

Notícias ago 21, 2017
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O bilionário Bill Gates disse certa vez que, para chegar a uma grande vitória, às vezes é necessário assumir grandes riscos[1]. Isso pode parecer clichê em um mundo em que 70% dos CEOs estão cada vez mais preocupados com riscos econômicos, sociais e políticos[2]. E riscos são algo que, normalmente, um pequeno empresário procura evitar. Mas um dos maiores erros que as pequenas empresas podem cometer é agir como uma pequena empresa.

Superando os desafios de crescer globalmente

Um sintoma típico é pensar e agir localmente. Segundo uma pesquisa recente, somente 17% das pequenas empresas participam do comércio internacional[3]. Para essa minoria participante, os benefícios são aumento na base de clientes, no faturamento e na lucratividade. Mas a internacionalização pode ser uma perspectiva intimidadora para algumas empresas. “Comercializar produtos em mercados internacionais não é tarefa simples”, diz Julio Oliveto, fundador da Livre, uma empresa brasileira inovadora que produz kits para transformar cadeiras de rodas em triciclos elétricos motorizados.

Atraindo clientes internacionais

Um desafio citado com frequência é atrair consumidores de outros países, apresentar-lhes a marca, transformá-los em clientes e conseguir que eles retornem e comprem outras vezes. Segundo Amreet Singh e Yuva Viswanathan, fundadores da RedWhite Apparel, pequena empresa de Singapura especializada em roupas para praticantes de ciclismo de longa distância, algumas formas de lidar com esse desafio é usar a mídia social paga, expandir o portfólio de produtos complementares e atender o cliente excepcionalmente bem para gerar outras vendas em longo prazo.

“De cinco anos para cá, ou um pouco mais, houve uma grande revolução nos softwares. Isso baixou o custo do estabelecimento de uma loja virtual segura e full service para algo próximo do preço de uma garrafa de vinho (custo mensal). Em paralelo, a mídia social cresceu, possibilitando que empresas de qualquer lugar do mundo vendam para qualquer pessoa”, diz o empresário. Com as ferramentas disponíveis gratuitamente hoje na internet, você não precisa, necessariamente, contratar uma equipe de profissionais de propaganda para atingir grandes públicos em outros países.

Diversificando

Outra preocupação importante que precisa ser resolvida são os riscos de produto. “Trabalhando com um único produto, entendemos bem a questão da falta de competitividade no mercado e do risco de sermos copiados,” diz Alan Lee, fundador da fábrica de cadeiras de rodas inteligentes B-Free, com sede em Hong Kong. Normalmente, as pequenas empresas precisam de mais de um produto para mitigar esse risco e ganhar credibilidade perante o cliente. Por isso, a B-Free pesquisou e patenteou outro produto baseado em uma demanda do mercado.

Investindo

Para chegarem ao sucesso internacional, os pequenos empresários precisam fazer os investimentos certos, no momento certo e reinvestir os ganhos no negócio. A Buah, empresa alemã que produz e vende frutas secas a frio (liofilizadas), refez toda sua plataforma de e-commerce quando a empresa ainda estava começando, introduzindo novos designs, rótulos e embalagens. Os resultados foram gratificantes. A empresa conseguiu dobrar o faturamento, restabelecer a marca e hoje é reconhecida internacionalmente.

“Nunca imaginei que um investimento logo no início pudesse fazer tanta diferença”, diz Jessica Krauter, cofundadora da Buah.

As experiências compartilhadas por pequenos empresários do mundo todo mostram que, no mundo digital de hoje, participar do comércio internacional está ficando menos desafiador. Alguns dos desafios ao crescimento internacional podem ser percebidos simplesmente como obstáculos, e não como desafios baseados na realidade. A recomendação de Viswanathan para qualquer um que queira começar a vender internacionalmente é dar muito foco ao atendimento ao cliente para incentivá-lo a voltar a comprar, e construir uma imagem de confiança logo no início com as avaliações dos clientes e a mídia. “Só é preciso iniciativa e disposição para fazer negócios”, diz o empresário.

Este artigo traz comentários e opiniões de pequenos empresários da Ásia, Europa e América Latina sobre os desafios de levar suas empresas a consumidores internacionais. Todos os pequenos empresários citados são vencedores da edição 2016 do FedEx Small Business Grant Contest (Concurso FedEx Pequenas Empresas).

Juan N. Cento, presidente da FedEx Express, região América Latina e Caribe

 

[1] Bill Gates, Business @ the Speed of Thought: Succeeding in the Digital Economy, 24 de março de 1999

[2] PwC, 19th Annual Global CEO Survey, janeiro de 2016

[3] Facebook, OECD, The World Bank, Future of Business Survey, setembro de 2016

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