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Perspectivas Otimistas para o Comércio Eletrônico

Redação set 05, 2016
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Escrevo este artigo para compartilhar algumas informações com relação ao comércio eletrônico que podem lhe trazer novos horizontes para a alavancagem dos seus negócios.

Comparado com o varejo restrito no Brasil, o e-commerce representou 3,3% das vendas totais no país. Com o crescimento de 3% no volume de pedidos no ano de 2015, o e-commerce movimentou aproximadamente 41,3 bilhões, o que representa o aumento nominal de 15,4% comparado ao ano de 2014. E, mesmo com a alta do dólar, 54% dos consumidores realizaram pelo menos uma compra em sites internacionais no ano de 2015 (Ebit-Buscapé).

No que diz respeito à distribuição de vendas por regiões do Brasil, tem-se o seguinte panorama, de acordo com os dados do e-bit/Buscapé de 2015:

tabela

Fonte: Ebit/Buscapé

As top 5 categorias mais vendidas em 2015 por volume de pedidos e faturamento (Ebit/Buscapé) foram:

quadro

No que diz respeito ao perfil dos consumidores por faixa etária e sexo em 2015 tem-se: entre 35 e 49 anos – 39%; acima de 50 anos – 33%; entre 25 e 34 anos – 21%; até 24 anos: 8%, sendo 50% do sexo masculino e 50% do sexo feminino (E-bit/Buscapé).

Com relação às expectativas para 2016, dados da pesquisa E-bit/Buscapé apontam que a perspectiva é que o faturamento do e-commerce tenha um crescimento nominal de 8% atingindo um total de R$ 44,6 bilhões. Diante de um ambiente de total instabilidade tanto política quanto econômica, o varejo brasileiro deve apresentar nova queda, em contrapartida, o comércio eletrônico deve apresentar um crescimento. A estimativa para o tíquete médio é que tenha um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, atingindo o valor de R$ 419,00.

Contudo, para tracionar os resultados digitais é importante considerar além dos números e dados de mercado: marketing 2.0; estratégias de posicionamento da marca e inserção nos marketplaces como CNOVA (Extra, Casas Bahia, Ponto Frio); B2W (Submarino, Americanas, Shoptime), Walmart, Mercado Livre, Grupo NETSHOES (Netshoes e Zattini), Grupo GFG (Dafiti, Kanui e Tricae), Magazine Luiza, Carrefour, pois são sites de bastante tráfego, que recebem milhares de pedidos por dia.

Percebe-se que os dados apresentados são bastante otimistas, sendo que ao emergir no varejo eletrônico é necessário pensar em caminhos para crescer com sustentabilidade e com um mix de produtos atrativo ao consumidor, preços competitivos e bem calculados com base em mark-ups que impliquem em rentabilidade das operações on-line. Afinal, o que conta no final do dia é o resultado, pois nem sempre um faturamento exorbitante significa lucro, visto que é o resultado que aponta o superávit ou déficit das vendas.

Nôga

Nôga Simões: Coordenadora de Inovação e Relacionamento com Marketplaces na DB1 Global Software, empresa desenvolvedora do produto ANYMARKET, plataforma de integração e operação com Marketplaces. Simões é Mestranda em Administração de Empresas com ênfase em Marketing, pela Universidade Estadual de Maringá. MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas.

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