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A explosão da inteligência artificial no varejo online

A explosão da inteligência artificial no varejo online

Por: João Paulo Delbucio Amadio – Diretor de Vendas Infracommerce

João Paulo Amadio (JP) , Diretor Comercial Infracommerce. Profissional com 23 anos de experiência em e-commerce e digitalização de Go To Market, atuando em líderes de mercado de segmentos de B2B e B2C e em em stakeholders distintos do ecossistema, como Coca-Cola FEMSA, Staples, Facebook Ernst & Young e VTEX. Atualmente, atua como Diretor Comercial na Infracommerce.

Definitivamente, 2024 é o ano da explosão da inteligência artificial (IA) na gestão de lojas online. Desde a recomendação personalizada de produtos até o controle da operação logística, a IA pode estar presente em todos os pontos da jornada de compra. E foi justamente essa presença quase que massiva da IA no e-commerce que vi tão de perto nos conteúdos que foram apresentados durante a NRF 2024 –
Retail’s Big Show, realizada em janeiro em Nova York.

Praticamente, todos os painéis em que participei tinham a inteligência artificial como base das discussões. Mas, como já adiantei em outro artigo, de nada vale apostar nessa tendência do momento se o seu negócio apresenta falhas em etapas básicas, como o cadastro de produtos. Para que o instinto inquieto da inovação funcione com eficiência, é preciso ir na raiz de cada estrutura do e-commerce, e não apenas na crista da onda.

Se coloquei essa provocação na sua cabeça, a intenção é justamente essa. Continue a leitura e siga essa linha de raciocínio inicial para entender mais sobre a aplicação contemporânea da IA no varejo online.

 

A IA é mais “velha” do que você imagina

A inteligência artificial não é um tema tão novo, como muitos imaginam. Há alguns anos, grande parte da população ligava o assunto diretamente ao filme “A.I – Inteligência Artificial” (2001), de Steven Spielberg, que na época tratou a IA como ficção científica. Mas o debate começou muito antes disso.

A semente de tudo está em 1748, quando o médico francês, Julien Offray de la Mettrie, falou sobre máquinas que imitariam os humanos. Já em 1940, Warren McCulloch e Walter Pitts criaram o primeiro computador de redes neurais, que envolvia matemática e algoritmos. Na mesma época, Alan Turing construiu uma máquina que decifrava códigos nazistas, representada em outra obra do cinema: “O Jogo da Imitação” (2014).

Mas foi em 1956 que o tema “inteligência artificial” foi apresentado pela primeira vez, em uma conferência no Dartmouth College, nos Estados Unidos. A partir da palestra de John McCarthy, o termo passou a ser estudado como uma matéria
científica. Mais recentemente, o Google foi aprimorando o uso da tecnologia e criando ferramentas que utilizamos até os dias atuais. Um caminho trilhado desde o aprendizado de máquina, que corrige erros ortográficos em buscas na web; chegando até as IA’s generativas, que otimizam a produção de texto e imagem, onde destaco o lançamento de 2024: Gemini.

Por que a IA explodiu só agora, em 2024?

Com o avanço de recursos tecnológicos, a evolução da IA se torna algo natural. Hoje, temos um acesso muito mais amplo a dados para embasar a tomada de decisão, assim como possuímos uma capacidade ainda maior de armazenamento e processamento desses dados. Fora que a era 5G, com alta conectividade nos centros urbanos, também permite essa escalada da inteligência artificial e da análise de dados em tempo real.

Um fluxo natural, mas que precisa de uma base sólida para se desenvolver e gerar eficiência. É preciso entender as dores do seu próprio e-commerce para, então, partir para a automação de processos com IA e para a personalização da experiência com o uso de dados.

É dar mesmo um passo atrás para poder colocar dois à frente. É voltar para a etapa de cadastro de produto, de descrições otimizadas para SEO, e de outros pontos estruturais para que o seu e-commerce suporte o turbilhão que é a inteligência artificial.

Somente assim, suas ações permitirão uma experiência do cliente com muito menos atrito e muito mais relevância em todos os sentidos. Afinal, de nada adianta uma super otimização, personalização e automatização de processos, se o fator humano for deixado de lado.

 

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