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MEI vendendo online: entenda mais

MEI vendendo online: entenda mais 

O e-commerce é um espaço amplo e muito democrático. Ao mesmo tempo em que grandes grupos de varejistas crescem e expandem a cada ano através de marketplaces e novos negócios, empresas de pequeno porte também ampliam suas operações, e sobretudo, novos empreendedores surgem neste formato. 

Os microempreendedores individuais (MEI) encontraram no e-commerce um local possível de empreender e escalonar o negócio de forma rápida. Através de ferramentas que auxiliam na gestão do negócio, é possível uma pessoa ou duas administrarem uma operação online mesmo que vendendo em múltiplos canais. 

Neste artigo, vamos abordar o tema do MEI no universo online, particularidades e possibilidades. Confira!

Como funciona o MEI?

O MEI é uma categoria que foi criada para facilitar a vida dos empresários que trabalham por conta própria e faturam até R$ 81 mil por ano. O microempreendedor faz contribuições mensais em valor fixo para manter a sua atividade formalizada e, em troca, recebe benefícios parecidos com o de um trabalhador registrado.

Para abrir um MEI é simples, basta acessar o site do Governo Federal e formalizar o desejo de ser MEI. Após o cadastro de alguns dados iniciais basta escolher quais as atividades que o seu cadastro vai exercer, assim como atividades secundárias e enviar o cadastro para aprovação. Se aprovado, o MEI passa a ter acesso a um CNPJ e pode iniciar as suas atividades de forma legalizada, emitindo notas fiscais e ficando em dia com o governo. 

Quem pode ser MEI?

Não podem ser MEI, quem for sócio de outras empresas, funcionários públicos, estrangeiros com visto brasileiro provisório e pessoas que recebem benefícios como seguro desemprego e/ou pensão do governo.

Os benefícios previdenciários do MEI são semelhantes aos trabalhadores registrados, como aposentadoria, salário maternidade, auxílio doença, auxílio reclusão e pensão por morte. 

O MEI no e-commerce

Para empreender no e-commerce, o MEI deve respeitar as normas da modalidade e tomar alguns cuidados na hora de vender em marketplaces, como os seguintes ítens:

  • Declarações de conteúdo;
  • Nota fiscal eletrônica (nf-e) com chave de acesso digital e emitida no formato de arquivo xml;
  • Conta jurídica (com o mesmo cnpj da empresa) para recebimento dos pagamentos;
  • Produtos com código de barras legítimos e estoque a pronta entrega;
  • Itens com dimensões dentro dos limites estabelecidos pelos correios.

No e-commerce as obrigações do MEI também são necessárias para continuar ativo e emitindo suas notas para ficar em dia com a Receita Federal: 

–  Nota fiscal: Cada marketplace tem suas regras, mas quando se trata de logística, os Correios, por exemplo, exigem a apresentação da nota fiscal impressa e anexada na embalagem do produto. 

– Declaração de Imposto de Renda:  A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN SIMEI) deve ser entregue até 31 de maio, referente ao exercício fiscal do ano anterior. 

– Mensalidade: A formalização do MEI não tem custo, mas após a formalização é necessário o pagamento mensal dos tributos de R$ 52,25 (INSS), acrescido de R$ 5,00 (para Prestadores de Serviço) ou R$ 1,00 (para Comércio e Indústria) por meio do DAS (carnê) emitido através do Portal do Empreendedor. É importante manter os pagamentos em dia para emitir suas notas. 

Quais as desvantagens de ser MEI?

Nem tudo é um mar de rosas para os microempreendedores individuais e a categoria possui algumas pequenas desvantagens, como podemos ver a seguir:

  • Limite de faturamento: como já foi dito antes, o MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano e isso pode se tornar um empecilho para microempreendedores individuais que faturam muito mais do que esse valor;
  • Não abrange todas as atividades: a lista de atividades do MEI possui mais de 450 opções para o empresário encontrar em qual sua atividade se encaixa melhor. Mesmo com um número tão extenso de opções, ainda existem trabalhos e profissões que não fazem parte da lista, portanto, não podem participar da categoria;
  • Patrimônio pessoal e empresarial: o MEI não consegue separar seu patrimônio de pessoa jurídica da pessoa física, isso faz com que as dívidas adquiridas como pessoa jurídica sejam executadas na pessoa física, e vice-versa.

MEI + ERP integrado 

Quando o negócio é individual, é preciso contar com a tecnologia para que o trabalho do dia a dia seja descomplicado e otimize o tempo do empreendedor de pensar em estratégias de venda. A integração através de um sistema de gestão é uma maneira inteligente de ampliar possibilidades de venda e ao mesmo tempo marcar a presença online, ampliando a vitrine a diferentes consumidores. Quando o negócio está integrado a um ERP, é possível vender em múltiplos canais sem perder o controle de vendas, estoque, financeiro e logística. Sempre pensando em uma experiência positiva na jornada de consumo do cliente, através de integrações e facilidades que propiciem um ambiente intuitivo e sem complicações.

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