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Mercado de e-commerce busca com urgência mão de obra qualificada

Segundo estudo feito pelo WebShoppers, a previsão é que o setor feche o ano de 2013 com faturamento de R$ 28 bilhões, o que representaria um crescimento nominal de 25% em relação a 2012.

No entanto, apesar desses expressivos números, ainda há grande carência no mercado de e-commerce no país, tanto em quantidade de vagas abertas quanto em qualificação profissional. Para Rodrigo Maruxo, diretor executivo da Maruxo Consultoria de Performance em E-commerce este cenário proporciona uma ótima oportunidade para quem deseja ingressar no comércio eletrônico.

“Os cursos focados na área têm contribuído fortemente na formação de novos profissionais especializados, mas o mercado ainda prescinde de mão de obra que carregue também boa bagagem prática. Esta falta de bagagem é hoje um dos maiores problemas para se identificar e contratar profissionais qualificados, principalmente para os cargos de responsabilidade”, afirma.

De acordo com Solange Oliveira, vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), não é simples encontrar mão de obra especializada. Segundo ela, o e-commerce como atividade profissional ainda é novidade e, em sua maioria, as pessoas que trabalham na área migraram ou do varejo tradicional ou da área de tecnologia.

“As empresas sofrem ao tentar encontrar pessoas com certificação e/ou experiência; não existem cursos superiores de e-commerce no Brasil – apenas pós-gradução ou MBAs; os cursos livres oferecidos por escolas particulares têm formado em média 40 profissionais por mês – e estes investem em média 2.800 a 3.000 Reais nessa formação. As empresas não sabem onde encontrar esses profissionais, não entendem ainda como definir o job description, não remuneram de forma adequada – então temos uma enxurrada de vagas de “estagiário em e-commerce” com atribuições de gerente”, alerta.

Para Gustavo Santos, consultor em estratégias e planejamento em comércio eletrônico e redes sociais da GS&Ecomm, com o crescimento acelerado do e-commerce o mercado está cada vez mais competitivo e a demanda por profissionais especializados, por consequência, se encontra muito aquecida.

“O problema é que não se consegue formar e desenvolver os profissionais na mesma velocidade/qualidade que o mercado demanda”, diz.


As maiores dificuldades encontradas no Brasil para contratar um profissional de e-commerce. Fonte: E-commerce School

Virtudes e carências
Apesar de todas as dificuldades encontradas no país na formação de mão de obra qualificada em e-commerce, os profissionais brasileiros neste mercado são caracterizados pela incrível capacidade de serem criativos.

“Os melhores profissionais de e-commerce com quem já tive oportunidade de trabalhar possuem competência ímpar para tirar o máximo do que têm em suas mãos, suplantando de maneira criativa suas limitações sistêmicas, de pessoal e orçamentárias”, conta Rodrigo Maruxo, opinião compartilhada por Maurício Salvador, fundador da Ecommerce School.

“O profissional brasileiro é criativo e autodidata. A oferta de eventos de e-commerce tem aumentado no Brasil, pois são profissionais que estão sempre em busca de atualização. Mesmo eventos internacionais como o Shop.org e o IRCE, tem contado com delegações brasileiras cada vez maiores.”, afirma.

Se a criatividade é o ponto forte dos profissionais brasileiros de e-commerce, qual seria, então, as principais carências? Segundo Solange Oliveira, o que é uma característica positiva também pode ser um problema.

“Como somos habilidosos em encontrar soluções, erramos muito até acertar. Sem formação específica o retrabalho é uma constante no comércio eletrônico nacional. E como no e-commerce tempo é dinheiro, errar sempre traz prejuízos financeiros”, diz.

“Sem formação específica o retrabalho é uma constante no comércio eletrônico nacional”

Para Rodrigo Maruxo, no entanto, a capacidade analítica ou de planejamento é o calcanhar de Aquiles dos profissionais brasileiros de e-commerce.

“Comércio eletrônico é pilotado através de números, mas poucos profissionais do mercado têm bem desenvolvida a capacidade de identificar oportunidades por meio deles e transformá-las em planos de ação. O que se vê muito, em contrapartida, é o perfil de bombeiro, com profissionais empenhando enorme tempo e esforço em atividades que poderiam muitas vezes ser melhor planejadas e direcionadas se antecedidas por uma boa análise do cenário”, adverte.

Remuneração
Segundo estudo feito pela Ecommerce School, com o aumento da demanda por profissionais, o mercado brasileiro já começa a enfrentar uma rotatividade nos cargos de gerência. Para manter esses profissionais, as empresas de médio e grande portes passaram a oferecer bônus mais agressivos no atingimento das metas.

A pesquisa revelou que 34% dos profissionais de ecommerce recebe salários acima de R$ 5.000,00. Dos entrevistados, 40% ocupam os cargos de coordenador (10%), gerente (24%) ou diretor (4%). Nesses valores não foram considerados benefícios e bonificações.

Um bom profissional de e-commerce deve ter…

Quais seriam as qualidades fundamentais para se trabalhar com e-commerce? Confira abaixo cinco tópicos importantes que o profissional da área ou quem ainda pretende ingressar neste mercado deve seguir.

1) Capacidade analítica: saber analisar os números que o e-commerce gera e transformá-los em oportunidades para o negócio ou sua área de atuação.

2) Flexibilidade: o mercado é dinâmico, tudo evolui muito rápido e é preciso estar disposto a estudar continuamente e se reinventar a cada dia.

3) Criatividade: capacidade para encontrar soluções criativas para suplantar limitações sistêmicas, de pessoal e orçamentárias.

4) Visão sistêmica: procurar desenvolver uma visão global do comércio eletrônico, saber pelo menos o que fazem todos os seus departamentos (TI, Logística, Marketing, Atendimento a Clientes, Comercial, Cadastro etc.), mesmo naqueles em que não tenha atuação direta.

5) Gestão do tempo: trabalha-se muito no e-commerce. Se não souber como gerir o próprio tempo, as atividades não serão realizadas dentro dos prazos e prioridades adequadas.

Fonte: Rodrigo Maruxo e Revista Wide

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